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   História do Boerboel

 

O Boerboel tem uma longa história sendo uma das raças mais surpreendentes do continente Africano. Embora os mais recentes desenvolvimentos da raça se tenham registado no território Sul Africano ao longo dos últimos 350 anos, as características da raça têm-se mantido semelhantes às demonstradas pelas fotografias contemporâneas dos cães Assírios do período anterior a 700 a.C.

Em 1652, Jan Van Riebeeck foi viver para a Cidade do Cabo e com ele levou os seus cães para sua proteção e para proteção da sua família. Esses cães, conhecidos como 'bullenbitjer', eram cães de grande porte do tipo mastim. Cruzamentos efetuados entre eles, juntamente com cruzamentos com cães locais e outras variedades de cães de raça grande que foram importadas e até a própria selecção natural desempenharam um papel fundamental para o estabelecimento da raça ideal para as condições locais.

Roenard Martiens

 

Os colonizadores que vieram depois de Jan Van Riebeeck também trouxeram consigo os seus molossos vindos de diversos países. Em 1938, por exemplo, De Beers importou alguns Bullmastiffs da Grã-Bretanha para servirem de cães de guarda nas minas de diamantes da África do Sul. À medida que a colónia e a população ia crescendo, muitos fazendeiros decidiram ir à procura de grandes herdades em terras até aí desconhecidas sempre acompanhados dos seus fieis cães que guardavam a família e o gado. Essa situação fez com que os cães ficassem distribuídos em grupos isolados, originando um aumento de consanguinidade que, desta forma, reforçou as características dos seus ancestrais mas, por outro lado, fez com que aumentasse a heterogeneidade entre grupos. As condições em que viviam eram tais que só os cães mais fortes e inteligentes sobreviviam, o que tornou o Boerboel no cão resistente que é hoje em dia, pois não havia veterinários ou medicamentos disponíveis para tratar dos cães caso fosse necessário.

Corma Buks

 

No período após o Groot Trek, os fazendeiros não podiam confiar a sua segurança a cães desobedientes, resmungões e débeis, por esse motivo, começaram a selecionar exemplares pela sua funcionalidade, exigindo deles um comportamento amigável para com todos os membros da família - especialmente para com as crianças - assim como um forte instinto protetor e combativo. No virar do século as características do cão original estavam claramente evidenciadas mas os anos que se seguiram iam sendo trágicos para a raça. O isolamento que existia até aqui estava a ser comprometido pelo avanço progressivo da urbanização. Os poucos exemplares existentes estavam à mercê de cruzamentos indesejados e, como a esterilização não era uma opção até à primeira metade do século vinte, o 'bole' - como era conhecido nessa altura - começou a desaparecer. Só a partir dos anos 80 se deu início à recuperação da raça. Um grupo de pessoas preocupadas com o panorama que a raça estava a atravessar tomou iniciativa e, em Agosto de 1980, Jannie Bouwer de Bedford e Lucas Van der Merwe de Kroonstad, acompanhados de Anneke, mulher de Lucas, fizeram a primeira viagem pelo país à procura de exemplares que reunissem as características pretendidas. Um total de 5.500 km foram percorridos, 250 cães foram analisados e só 72 foram selecionados para serem registados. O principal objectivo era criar espaço para uma raça Sul Africana distinta das raças já existentes no mundo da canicultura.

Avontuur Alfons

 

O estalão da raça foi redigido pela Suid-Afrikaanse Boerboel Telersvereniging (SABT) em 1983 e a primeira monográfica foi realizada em África do Sul no ano de 1990, desde então tem-se vindo a aperfeiçoar a raça e muitos desafios ainda estão para vir para aqueles que estão envolvidos na criação desta magnífica raça.

 

 


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